O suicídio é uma das três principais causas de morte entre as pessoas entre 15 e 44 anos. O alerta, feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ganha mais dramaticidade com o aumento do registro de casos que tem acompanhado a adoção e o aprofundamento das políticas recessivas na Europa, por exigência da tróica – FMI, Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE).

Alarmada com a extensão do problema, o continente realiza em 1° de outubro o Dia Europeu contra a Depressão: “Com os europeus imersos nessa situação de crise econômica e prevalência do estresse por trabalho, os problemas da depressão e os suicídios estão experimentando um notável aumento”, advertiu a Associação Europeia sobre a Depressão, segundo recorda o poeta, escritor e jornalista argentino Juan Gelman, em artigo para o site Carta Maior.

Gelman observa que o fenômeno não se limita a Europa. E destaca que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) divulgaram recentemente que as mortes por suicido já superam o óbitos decorrentes de acidentes de trânsito: “As taxas de suicídio entre os estadunidenses se elevaram desde 1999”, salienta o argentino, citando dados de informe dos CDC, acrescentando que pesquisas junto a pessoas entre 35 a 64 anos comprovaram que o percentual de suicídios cresceu 28%, especialmente entre brancos não hispanos e, sobretudo, em 39 dos 50 estados do país: “O maior incremento foi observado nas pessoas de 50 a 54 (48%) e de 55 a 59 (49%), idades nas quais aqueles que perderam o trabalho pela crise econômica praticamente não encontrarão outro”, observa o jornalista.

É a recessão! Como a crise é generalizada, o problema não se restringe aos adultos. O pesquisador David Stuckler, da Universidade de Oxford, e o epidemiólogo Sanjai Basu, da Universidade de Standford, descobriram que 750 mil jovens (a maioria desempregada) passaram a recorrer a bebidas alcoólicas, movimento que coincidiu com o fato de cerca de cinco milhões de estadunidenses terem perdido o acesso à saúde pública no período mais duro da recessão, justamente por terem perdido seus empregos.

Entre 2007 e 2010, a taxa de suicídios nos Estados Unidos cresceu fortemente, adquirindo sua face mais dramática no estado da Virginia, no qual as taxas foram as mais altas dos últimos 13 anos. Com isso, é três vezes mais provável que os habitantes do estado morram por suicídio do que por homicídio: “O que aprendemos é que o perigo real para a saúde pública não é a recessão em si, mas a austeridade”, concluem Stuckler e Basu.

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