Críticos  apontam controvérsia no diagnóstico em adultos.

 

Nos últimos anos o número de pacientes diagnosticados com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), aumentou consideravelmente, consequentemente, também aumentaram as prescrições e do uso de anfetaminas, drogas que são consideradas de primeira linha para o tratamento do transtorno.

Um estudo publicado recentemente, apresentou que de 2002 a 2007 a incidência do diagnóstico triplicou, principalmente entre indivíduos com idades entre 18 e 24 anos. O maior aumento de prescrição deste tipo de droga foi no grupo de adultos jovens (de 2,3% para 4%).

Existe, porém, uma grande controvérsia sobre a validade desse diagnóstico em adultos.

Sintomas

Os sintomas centrais do TDAH em adultos são hiperatividade ou agitação psicomotora, falta de atenção e impulsividade, como no TDAH na criança.

Alguns críticos sugerem que o diagnóstico de TDAH em adultos seria um conceito equivocado por vários motivos, entre eles a presença de temperamentos afetivos.

A distração, por exemplo, é um dos sete critérios para mania do DSM V. Agitação psicomotora ou hiperatividade, é também outro sintoma que se sobrepõe ao diagnóstico de TDAH.

A inabilidade de adiar gratificação, ou impulsividade, é também um dos critérios para o diagnóstico do TDAH, mas impulsividade é muito comum no curso dos transtornos afetivos em episódios maníacos e depressivos.

Em suma, todos os sintomas do TDAH no adulto se sobrepõem com sintomas de transtornos afetivos.

Um estudo concluiu que existe sobreposição diagnóstica em 54% dos diagnósticos envolvendo transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline e TDAH.

Uma questão bastante interessante são os níveis parecidos de ciclotimia (recorrentes variações de humor) nas três condições, o que provavelmente justifica a instabilidade afetiva como marca comum entre elas.

É bastante difícil entender o TDAH em adultos como um diagnóstico válido. Na verdade, todos os sintomas do TDAH se sobrepõem a sintomas de humor, além da resposta ao tratamento ser completamente inespecífica, e a hereditariedade baixa. Seria mais justo entender estes sintomas como parte de outros transtornos.

 

Fonte: Dr. Sivan Mauer, Medscape

 

 

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