Sinais de alerta de suicídio na adolescência – Como identificar?

 

Suicídio em adolescentes é um problema real e muito grave, sendo a quarta principal causa de mortalidade desta população, na faixa etária entre 15 a 29 anos, segundo a OMS.

Em um estudo recente feito na Dinamarca constatou-se que 46,5% dos adolescentes que tentam o suicídio realmente querem morrer, e que apenas 2,5% querem “chamar a atenção“, desconstruindo o conceito de que os adolescentes usam a tentativa de suicídio apenas para atrair a atenção para si. Este mesmo estudo também demonstrou que 50% dos adolescentes apresentam ideação suicida por mais de um mês e que muitos destes jovens não se sentiam ouvidos pelos seus pais e este seria o principal motivo para tirar suas vidas.

Falar sobre ideação suicida, tentativa ou mesmo sobre suicídio é uma questão bastante difícil para todos os familiares, mas geralmente isso se reflete de maneira muito mais grave nos pais do adolescente, que muitas vezes se sentem culpados e não sabem como lidar com a situação que o problema traz ao ambiente familiar. Neste momento de angústia e culpa é dever dos profissionais da saúde abrir espaço para o diálogo e tentar acolher os pais da forma mais empática, tratando o assunto da maneira mais cuidadosa e profissional possível, evitando julgamentos.

Um estudo de 2014 mostra que adolescentes tiram sua vida com métodos bastante agressivos, como enforcamento e o uso de arma de fogo. Outro dado relevante sugere que os meninos cometem mais suicídio enquanto as meninas fazem mais tentativas.

Um fator de risco bem estabelecido é a relação do suicídio com doenças mentais. Estudos apontam que 75% dos adolescentes que se suicidaram tinham algum tipo de transtorno mental, principalmente os transtornos afetivos, como depressão e transtorno bipolar. Dependência de múltiplas drogas incluindo álcool, maconha e tabaco estão associados a um aumento do risco de tentativas de suicídio em adolescentes.

Também é importante ressaltar que na população de adolescentes gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros o índice de suicídio tem aumentado nos últimos anos. Em muitos casos estes adolescentes convivem com algumas angústias particulares como a descoberta e o entendimento de sua sexualidade ou identidade de gênero, além de muitas vezes ter que conviver com o preconceito e a dificuldade da família em ajudá-los.

Outro indício de extrema importância que deve servir de alerta são os casos de automutilação em adolescentes. Alguns dados mostram que em média 70% dos adolescentes que se automutilam acabam tendo ao menos uma tentativa de suicídio. Pode-se considerar automutilação o ato de ser ferir sem o intuito de morrer, como cortes no corpo, beliscar-se, morder-se, queimar-se ou mesmo pular de lugares altos com o propósito de causar fraturas. Relatos de adolescentes revelam que a automutilação alivia seu sofrimento psíquico, além de ser uma maneira de lidar com pensamentos negativos ou até mesmo de expressá-los.  Deve-se levar em consideração que a grande maioria dos adolescentes escondem as marcas da automutilação, muitas vezes usando roupas de manga longa ou calças compridas, mesmo em dias quentes. Desta forma é importante salientar o quanto o exame físico é importante nestes pacientes.

 

Para facilitar a identificação, algumas questões devem ser levantadas como:

 

  1. Tentativas prévias de suicídio;
  2. Alterações no humor, ansiedade e agitação;
  3. Maior irritabilidade sem justificativa aparente;
  4. Começar a falar em suicídio/morte;
  5. Mudar o padrão de higiene;
  6. Abuso de álcool e outras drogas;
  7. Automutilação;
  8. Isolamento de familiares e amigos;
  9. Ter atitudes mais violentas;
  10. Comentários com conteúdo de desesperança;
  11. Pesquisar sobre métodos de suicídio;
  12. Conflitos com relação a identidade sexual.

 

A adolescência é um período de transição difícil tanto para os adolescentes quanto para os pais e familiares, por isso devemos estar atentos a falsos julgamentos e achar que alterações de humor ou automutilação são situações comuns nesta fase da vida. É nosso dever como profissionais da saúde entender as mensagens e os indícios trazidos por adolescentes, maximizando assim o nosso poder de ajuda, e reduzindo o número de mortes entre os adolescentes.

 

Fonte: Mediscape

Planos de Saúde

Vale Saúde
Unimed Intercâmbio
Unimed Federal
Unimed CT Nacional
Unimed ABC
Transmontano
SulAmérica
Sompo
Sinpeem
Sepaco
Saúde Caixa
Santa Amália
Sabesprev
Prodesp (GAMA)
Prime Saúde
Prevent Sênior
Plan-Assiste (MP FEDERAL)
Panamed Saúde
Omint
NotreDame Intermédica
Nipomed
Metrus
Mediservice
Medial
Master Line
Mapfre Saúde
Life Empresarial
Intermédica
Green Line
Gama Saúde
Fusex
EMBRATEL
Economus
Correios / Postal Saúde
Caixa Econômica Federal
Bradesco Saúde
Banco Central
APCEF/SP
AMAFRESP
Alvorecer Saúde
Aeronáutica
ABRASA
ABET
Ver todos
Consultas e Internação