Transtornos Mentais

O Hospital Santa Mônica oferece todos os recursos da psiquiatria moderna aliada a uma equipe multidisciplinar preparada para tratar pacientes com transtornos mentais e promover o bem-estar de suas famílias e amigos.

Tratamentos Saúde Mental

Visão geral dos transtornos mentais

Se você, um familiar ou um amigo estiver em passando por problemas de saúde mental e está sofrendo para lidar com a situação, procure a nossa ajuda. Pessoas que convivem com transtornos mentais precisam de tratamento e orientação para se recuperar e/ou ter uma condição de vida mais estável e autônoma.

Na nossa sociedade, ainda observamos pessoas com preconceito e mitos relacionados aos transtornos mentais e à psiquiatria, o que torna compreensível a dificuldade em lidar com essas questões e procurar ajuda. No entanto, para alcançar a recuperação da saúde mental, é fundamental adquirir conhecimento e procurar auxílio de profissionais especializados.

Os transtornos mentais representam uma variedade de condições que afetam o funcionamento emocional, psicológico e comportamental de uma pessoa. Eles podem surgir de uma combinação complexa de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicossociais. Essas condições podem causar sofrimento significativo e impacto negativo na vida diária, nas relações interpessoais e no desempenho ocupacional.

Os transtornos mentais abrangem uma ampla gama de condições, incluindo depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de personalidade, entre outros. Cada transtorno tem características específicas, mas todos compartilham a característica comum de afetar o funcionamento mental e emocional de uma pessoa.

Conheça os principais transtornos mentais

Saber quando procurar tratamento para transtornos mentais é importante e muitas vezes a família ou os amigos são os primeiros a notar os sinais.

Se você notar que alguém próximo está sendo desafiado por sentimentos, comportamentos e/ou condições ambientais que o fazem agir de forma disruptiva, rebelde ou triste, incluindo também problemas com relacionamentos, sono, alimentação, abuso de substâncias, dentre outras condições, procure ajuda.

Sintomas dos transtornos mentais

Os sintomas dos transtornos mentais podem variar amplamente, mas geralmente incluem uma combinação de sintomas físicos, psicológicos e comportamentais, como descrito anteriormente. Esses sintomas podem se manifestar de forma aguda, intermitente ou crônica, e sua gravidade pode variar de leve a grave, interferindo na capacidade da pessoa de funcionar no dia a dia.

Se você suspeita que alguém próximo esteja com algum transtorno mental, continue a leitura e aprenda a reconhecer os principais sintomas gerais Ao fazer isso, estará mais preparado para intervir e oferecer apoio adequado.

Distúrbios do sono

Insônia, hipersonia (sono excessivo), pesadelos frequentes, dificuldade em adormecer ou manter o sono.

Alterações no apetite

Perda ou ganho significativo de peso sem causa aparente, alterações no padrão alimentar, como comer em excesso ou perder o apetite.

Dores

Dores de cabeça, dores musculares, dores abdominais ou outros desconfortos físicos sem causa médica identificável.

Fadiga e falta de energia

Sensação de fadiga persistente, falta de energia, dificuldade em realizar atividades cotidianas.

Mudanças de humor

Oscilações frequentes de humor, sentimentos persistentes de tristeza, irritabilidade, ansiedade, desesperança ou vazio.

Pensamentos disfuncionais

Pensamentos intrusivos, preocupações excessivas, ruminação, pensamentos suicidas ou de autolesão.

Problemas cognitivos

Dificuldade de concentração, falta de clareza mental, lapsos de memória, pensamento acelerado ou lentificado

Disfunções perceptivas

Alucinações (percepções sensoriais sem estímulo externo) ou delírios (crenças falsas e irracionais).

Isolamento social

Retraimento social, evitar interações sociais, dificuldade em manter relacionamentos.

Mudanças no desempenho escolar/profissional

Queda no desempenho acadêmico ou profissional, falta de motivação, dificuldade em cumprir responsabilidades.

Comportamentos compulsivos

Comportamentos repetitivos, rituais compulsivos, comportamentos de evitação.

Irritabilidade e agitação

Dificuldade em controlar impulsos, explosões de raiva, comportamentos agressivos.

Abuso de substâncias

Uso excessivo de álcool, drogas ou medicamentos como forma de lidar com os sintomas.

É importante observar que nem todas as pessoas com transtornos mentais apresentam todos esses sintomas, e a gravidade e a frequência podem variar significativamente de um indivíduo para outro. Além disso, muitos transtornos mentais compartilham sintomas sobrepostos, tornando o diagnóstico preciso uma tarefa desafiadora que geralmente requer avaliação por profissionais de saúde mental qualificados.

Diagnóstico dos transtornos mentais

O diagnóstico preciso de transtornos mentais geralmente é realizado por profissionais de saúde mental, como psiquiatras, psicólogos ou clínicos gerais com experiência em saúde mental. Isso pode envolver uma avaliação abrangente da história médica, entrevista clínica, observação dos sintomas e, às vezes, testes psicológicos ou exames físicos para descartar outras condições médicas. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) e a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) são frequentemente usados como referências para diagnóstico.

Entrevista clínica

Um profissional de saúde mental realiza uma entrevista detalhada com o paciente para obter informações sobre seus sintomas, história médica, histórico familiar e contexto psicossocial.

Questionários padronizados

O paciente pode ser solicitado a preencher questionários ou escalas de avaliação específicas, projetadas para medir a gravidade e a natureza dos sintomas. Esses questionários podem abordar áreas como depressão, ansiedade, sintomas psicóticos, entre outros.

DSM-5 ou CID-10

O profissional de saúde mental utiliza critérios diagnósticos estabelecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) ou pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) para identificar padrões de sintomas consistentes com um determinado transtorno mental.

Avaliação da persistência e severidade

O diagnóstico leva em consideração a persistência dos sintomas ao longo do tempo e sua gravidade, bem como qualquer prejuízo significativo no funcionamento diário do paciente.

Exclusão de condições médicas

Antes de confirmar um diagnóstico psiquiátrico, é importante excluir condições médicas que possam estar causando ou contribuindo para os sintomas. Isso pode envolver exames físicos, testes de laboratório, como exames de sangue ou imagem, e consultas com outros especialistas médicos, se necessário.

Avaliação de comorbidades

Muitas vezes, os transtornos mentais coexistem com condições médicas, como doenças cardíacas, diabetes ou distúrbios da tireoide. Portanto, é essencial avaliar e tratar quaisquer comorbidades médicas que possam estar presentes.

Observação do funcionamento diário

O profissional de saúde mental avalia como os sintomas estão afetando a capacidade do paciente de funcionar em várias áreas da vida, como trabalho, relacionamentos interpessoais, autocuidado e atividades sociais.

Avaliação do risco

Também é importante avaliar o risco de autolesão, suicídio ou danos a outros, especialmente em casos de transtornos graves ou em crise.

É importante avaliar a disposição do paciente para buscar ajuda e fazer mudanças em seu comportamento relacionado ao uso de substâncias.

Em resumo, o diagnóstico de transtornos mentais é um processo complexo que envolve a coleta de informações detalhadas sobre os sintomas, a aplicação de critérios diagnósticos estabelecidos, a exclusão de condições médicas subjacentes e a avaliação do impacto funcional no paciente. Um diagnóstico preciso é fundamental para orientar o plano de tratamento e promover a recuperação e o bem-estar do paciente.

Tratamento para os transtornos mentais

O tratamento dos transtornos mentais geralmente envolve uma abordagem multimodal que pode incluir terapia psicológica (como terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal, terapia de grupo), medicamentos psicotrópicos, apoio social, mudanças no estilo de vida (como dieta, exercício físico, sono adequado) e outras intervenções específicas para o tipo de transtorno mental. O tratamento individualizado é essencial, pois o que funciona para uma pessoa pode não ser eficaz para outra.

Avaliação inicial

Um médico psiquiatra realiza uma avaliação abrangente do paciente, incluindo uma entrevista clínica detalhada, histórico médico e familiar, exames físicos e, se necessário, testes laboratoriais ou de imagem.

Diagnóstico e plano de tratamento

Com base na avaliação, o psiquiatra estabelece um diagnóstico e desenvolve um plano de tratamento personalizado, que pode incluir terapia, medicamentos, intervenções psicossociais e, em alguns casos, internação.

Indicação

A internação psiquiátrica é reservada para casos graves em que o paciente apresenta risco iminente para si mesmo ou para outros, ou quando os sintomas são tão debilitantes que o tratamento ambulatorial não é suficiente.

Monitoramento e estabilização

Durante a internação, o paciente recebe monitoramento 24 horas por dia, ajustes de medicação, terapia e apoio para estabilizar seus sintomas e garantir a sua segurança.

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Ajuda os pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento negativos que contribuem para seus sintomas.

Terapia Interpessoal (TIP)

Foca nos relacionamentos interpessoais do paciente e como eles afetam seu bem-estar emocional.

Terapia de Grupo

Permite que os pacientes compartilhem experiências, ofereçam apoio mútuo e aprendam habilidades de enfrentamento com outras pessoas que estão passando por desafios semelhantes.

Terapia Familiar

Envolve membros da família no processo de tratamento para promover a compreensão mútua, comunicação saudável e apoio emocional.

Antidepressivos

Utilizados no tratamento da depressão, transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Estabilizadores de humor e antipsicóticos

Prescritos para transtorno bipolar, esquizofrenia e outras condições psicóticas. Prescritos para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtornos do humor resistentes.

Ansiolíticos e sedativos

Podem ser usados ​​para tratar sintomas agudos de ansiedade, insônia e crises de pânico.

É importante ressaltar que o tratamento eficaz muitas vezes combina várias abordagens, como medicação e terapia, para abordar os aspectos biológicos, psicológicos e sociais dos transtornos mentais. Além disso, o acompanhamento regular com profissionais de saúde mental é essencial para monitorar o progresso do paciente e ajustar o plano de tratamento conforme necessário.

Internação para pessoas com transtornos mentais

Em casos graves em que a segurança do indivíduo ou de outras pessoas está em risco, a internação hospitalar pode ser necessária. Isso pode ocorrer em unidades psiquiátricas especializadas, onde a pessoa pode receber monitoramento intensivo, ajustes de medicação, terapia intensiva e suporte 24 horas por dia. A internação é geralmente reservada para situações de crise e é seguida por um plano de tratamento de longo prazo para ajudar a pessoa a se estabilizar e se recuperar.

internação voluntária (com autorização do paciente) ou internação involuntária (contra a vontade do paciente) são meios de resgatar o indivíduo que geralmente não tem mais controle dos seus pensamentos e atitudes, que perdeu sua capacidade de autodeterminação ou a capacidade de se autogerir.

Em resumo, os transtornos mentais são condições complexas que podem afetar profundamente a vida de uma pessoa. No entanto, com o apoio adequado, incluindo diagnóstico precoce, tratamento personalizado e suporte contínuo, muitas pessoas podem aprender a gerenciar seus sintomas e levar vidas satisfatórias e produtivas. O estigma em torno dos transtornos mentais também está diminuindo à medida que a conscientização e a compreensão aumentam, promovendo um ambiente mais compassivo e inclusivo para aqueles que vivem com essas condições.

Se o paciente está ciente de sua situação e dos problemas com os quais convive, além de sofrer pelos sintomas da depressão, capazes de impactar vida, autoestima, trabalho e, principalmente, relacionamentos, a internação voluntária a ajuda a estar em contato com uma equipe multidisciplinar apta a zelar por seu tratamento e a reabilitá-lo de modo que possa voltar a conviver bem com si mesmo e com aqueles que ama.

De acordo com a lei (10.216/01), o familiar pode solicitar a internação involuntária, desde que o pedido seja feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra. A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público da comarca sobre a internação e seus motivos. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a prática de cárcere privado.

Neste caso não é necessária a autorização familiar. O artigo 9º da lei 10.216/01 estabelece a possibilidade da internação compulsória, sendo esta sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a sua condição psicológica e física.

FAQ – Perguntas mais comuns sobre Transtornos Mentais

Transtorno Mental é o mesmo que “loucura”?

NÃO — transtorno mental é uma condição de saúde, não “loucura”.
Essa é uma das maiores confusões em torno da saúde mental. Transtorno mental é qualquer condição que afeta o pensamento, o humor, o comportamento ou a percepção de forma persistente — e inclui desde depressão e ansiedade até fobias e burnout, condições muito comuns e tratáveis.
O termo “loucura” é informal, estigmatizante e não tem nenhum significado clínico. Ele é frequentemente associado a perda total do contato com a realidade, o que representa apenas uma pequena parcela de condições específicas como a psicose.
Segundo a OMS, 1 em cada 4 pessoas no mundo terá algum transtorno mental ao longo da vida. Isso inclui médicos, professores, atletas e pessoas de todas as classes sociais.
No Hospital Santa Mônica, tratamos toda a amplitude dos transtornos mentais com acolhimento, sigilo e equipe especializada. Buscar ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza.

Depressão é apenas tristeza passageira?

NÃO — depressão é uma doença, não apenas tristeza.
Tristeza é uma emoção natural e passageira. Depressão é um transtorno clínico que dura semanas ou meses, afeta o funcionamento do cérebro e compromete o trabalho, os relacionamentos e a qualidade de vida. Os sintomas vão além da tristeza: falta de energia, perda de prazer em atividades antes agradáveis, alterações no sono e apetite, dificuldade de concentração, pensamentos negativos persistentes e, nos casos graves, ideação suicida.
A depressão tem base neurobiológica comprovada — envolve alterações em neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina. Não é “frescura” nem falta de força de vontade.
O tratamento com psicoterapia e/ou medicação é eficaz na grande maioria dos casos. O Hospital Santa Mônica oferece avaliação completa e acompanhamento individualizado para cada paciente.

Ansiedade pode se tornar um transtorno que precisa de tratamento?

SIM — ansiedade excessiva e persistente é um transtorno que requer atenção.
Sentir ansiedade diante de situações desafiadoras é normal e até saudável. O problema surge quando ela é desproporcional, frequente e interfere no dia a dia — no trabalho, nos relacionamentos e na qualidade de vida. Os transtornos de ansiedade incluem: ansiedade generalizada, fobia social, síndrome do pânico, TOC e TEPT. Juntos, são os transtornos mentais mais prevalentes no Brasil e no mundo.
Sintomas físicos como palpitações, suor frio, falta de ar e tensão muscular são comuns e podem ser confundidos com problemas cardíacos ou respiratórios. Tratar a ansiedade melhora não apenas a saúde mental, mas também o bem-estar físico.
Psicoterapia (especialmente TCC) e, quando necessário, medicação são altamente eficazes. Procure avaliação no Hospital Santa Mônica se a ansiedade estiver atrapalhando sua vida.

Transtornos mentais têm causas biológicas comprovadas?

SIM — há base biológica, genética e neurológica comprovada.
Sim. Décadas de pesquisa mostram que transtornos mentais envolvem alterações em estruturas cerebrais, neurotransmissores, hormônios e predisposição genética. Não são invenção nem fraqueza de caráter.
A depressão, por exemplo, está associada a desequilíbrios em serotonina e dopamina. A esquizofrenia envolve alterações no sistema dopaminérgico e em estruturas como o córtex pré-frontal. O transtorno bipolar tem componente genético forte.
Isso não significa que o ambiente não importa — ao contrário. Fatores psicossociais como trauma, estresse crônico, violência e perdas interagem com a biologia e podem desencadear ou agravar transtornos.
Entender a base biológica ajuda a reduzir o preconceito e a aceitar que tratamento médico é necessário, assim como ocorre com diabetes ou hipertensão.

Esquizofrenia é a mesma coisa que personalidade múltipla?

NÃO — são transtornos completamente diferentes.
Essa é uma confusão muito comum, alimentada por filmes e séries. Esquizofrenia e transtorno dissociativo de identidade (personalidade múltipla) são condições distintas, com causas, sintomas e tratamentos diferentes.
A esquizofrenia é uma psicose crônica caracterizada por alucinações (ouvir vozes, ver coisas), delírios, pensamento desorganizado e embotamento emocional. Não envolve “personalidades alternadas”.
O transtorno dissociativo de identidade (TDI) envolve a presença de dois ou mais estados de identidade distintos, geralmente associado a trauma grave na infância. É raro e diferente da esquizofrenia.
Ambos os transtornos têm tratamento e as pessoas afetadas podem ter qualidade de vida com acompanhamento adequado. O Hospital Santa Mônica oferece avaliação especializada para diagnóstico preciso.

Pessoas com transtorno mental são violentas?

NÃO — a grande maioria não representa risco algum de violência.
Este é um dos maiores estigmas em saúde mental e não corresponde à realidade. Pesquisas mostram que pessoas com transtornos mentais têm mais probabilidade de serem vítimas de violência do que de praticá-la.
A associação entre transtorno mental e violência é frequentemente exagerada pela mídia. Na prática, fatores como uso de substâncias, situação socioeconômica e histórico de violência são preditores muito mais relevantes de comportamento agressivo.
Algumas condições específicas, quando em crise aguda e sem tratamento, podem aumentar levemente o risco — mas isso é exceção, não regra, e é justamente por isso que o tratamento contínuo é tão importante. Combater esse estigma é fundamental para que mais pessoas busquem ajuda sem medo de preconceito. O Hospital Santa Mônica acolhe todos com respeito e dignidade.

Transtorno bipolar é apenas mudança de humor normal?

NÃO — o transtorno bipolar vai muito além de variações de humor comuns.
Todo mundo tem dias melhores e dias piores — isso é normal. O transtorno bipolar é diferente: envolve episódios intensos e prolongados de mania (euforia extrema) e depressão que comprometem seriamente a vida da pessoa.
Na fase maníaca, a pessoa pode dormir pouco sem sentir cansaço, gastar compulsivamente, tomar decisões impulsivas e arriscadas, falar muito rápido e sentir-se com poderes especiais. Na fase depressiva, pode ficar completamente paralisada.
Esses episódios podem durar dias, semanas ou meses. Entre os episódios, muitas pessoas funcionam bem — o que dificulta o diagnóstico e faz alguns acreditarem que não precisam de tratamento.
O tratamento com estabilizadores de humor (como lítio) e psicoterapia é eficaz e permite vida plena. O Hospital Santa Mônica possui equipe especializada no diagnóstico e manejo do transtorno bipolar.

TDAH existe em adultos, não só em crianças?

SIM — o TDAH persiste na vida adulta em grande parte dos casos.
Durante muito tempo o TDAH foi visto como “coisa de criança”. Hoje sabemos que em cerca de 60% dos casos os sintomas persistem na vida adulta, muitas vezes sem diagnóstico.
No adulto, o TDAH se manifesta como dificuldade de organização, procrastinação crônica, esquecimentos frequentes, impulsividade em decisões, dificuldade em manter empregos ou relacionamentos e sensação de estar sempre “no limite”.
A hiperatividade motora da infância tende a diminuir, mas a agitação interna, a dificuldade de concentração e a impulsividade continuam. Muitos adultos são diagnosticados apenas depois que um filho recebe o diagnóstico.
O tratamento combina psicoterapia, estratégias de organização e, em muitos casos, medicação. Um diagnóstico correto transforma a vida do paciente. Procure avaliação especializada no Hospital Santa Mônica.

Transtorno do pânico pode causar sintomas físicos reais?

SIM — as crises de pânico causam sintomas físicos intensos e reais.
As crises de pânico são frequentemente confundidas com infarto ou problemas cardíacos. Os sintomas físicos são reais e podem incluir dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura, formigamento, suor frio e sensação de morte iminente.
Isso acontece porque, durante uma crise, o sistema nervoso autônomo é ativado de forma intensa, liberando adrenalina e colocando o corpo em estado de alerta máximo — o chamado “luta ou fuga”.
O medo de ter novas crises pode levar ao comportamento de evitação (não sair de casa, não usar transporte público), reduzindo progressivamente a qualidade de vida — é o transtorno de pânico instalado.
Psicoterapia cognitivo-comportamental e medicação são altamente eficazes. É possível superar o transtorno de pânico. O Hospital Santa Mônica oferece tratamento especializado e acolhedor.

TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) tem tratamento eficaz?

SIM — o TOC tem tratamento eficaz com alta taxa de melhora.
O TOC é caracterizado por pensamentos intrusivos e perturbadores (obsessões) que geram ansiedade intensa, e por comportamentos repetitivos (compulsões) realizados para aliviar esse desconforto — verificar a porta repetidas vezes, lavar as mãos em excesso, contar objetos.
Muitas pessoas com TOC sentem vergonha e demoram anos para buscar ajuda. Mas o tratamento é altamente eficaz: a Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), um tipo de TCC, é considerada padrão-ouro. Medicamentos como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) também são muito eficazes e podem ser combinados com a psicoterapia nos casos mais graves.
Com tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes consegue reduzir significativamente os sintomas e retomar a qualidade de vida. O Hospital Santa Mônica tem equipe experiente no tratamento do TOC.

Estresse pós-traumático (TEPT) pode surgir meses após um evento traumático?

SIM — o TEPT pode surgir semanas ou meses depois do trauma.
Nem sempre o TEPT aparece imediatamente após o evento. É comum que os sintomas se manifestem semanas, meses e até mais de um ano depois do trauma — seja um acidente, violência, perda súbita ou qualquer experiência ameaçadora.
Os sintomas incluem: revivências (flashbacks), pesadelos recorrentes, evitação de tudo que lembre o trauma, hipervigilância (estado de alerta constante), irritabilidade, dificuldade de concentração e entorpecimento emocional.
Muitas pessoas tentam “superar sozinhas” e ficam anos sofrendo sem saber que têm TEPT. O diagnóstico correto e o tratamento fazem enorme diferença — psicoterapias como EMDR e TCC focada no trauma são muito eficazes.
Se você passou por um evento traumático e se identificou com esses sintomas, procure avaliação. O Hospital Santa Mônica oferece atendimento especializado em trauma.

Burnout foi reconhecido com o condição de saúde pela OMS?

SIM — burnout foi reconhecido pela OMS como síndrome ocupacional em 2019.
Em 2019, a Organização Mundial da Saúde incluiu o burnout na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como síndrome resultante de estresse crônico no trabalho não gerenciado adequadamente.
Os três pilares do burnout são: exaustão emocional intensa, distanciamento mental do trabalho (cinismo) e sensação de ineficácia e falta de realização profissional. Vai muito além do cansaço comum.
Profissionais de saúde, educadores, advogados, gestores e pessoas em ambientes de alta pressão são os mais afetados. O burnout não é fraqueza — é uma resposta do organismo a condições insustentáveis.
O tratamento envolve afastamento temporário, psicoterapia e, em alguns casos, medicação. O Hospital Santa Mônica oferece avaliação e tratamento para burnout com abordagem integral.

Transtornos de personalidade podem ser tratados com sucesso?

SIM — transtornos de personalidade respondem bem ao tratamento especializado.
Existe um mito de que transtornos de personalidade são “intratáveis”. Isso não é verdade. Com psicoterapia especializada, a maioria dos pacientes apresenta melhora significativa e sustentada ao longo do tempo.
A Terapia Comportamental Dialética (DBT) é altamente eficaz para o transtorno borderline de personalidade. A terapia baseada em mentalização e a terapia focada em esquemas também mostram bons resultados.
Os transtornos de personalidade afetam a forma como a pessoa pensa, sente e se relaciona — e isso muitas vezes gera sofrimento tanto para o paciente quanto para as pessoas ao redor. O diagnóstico preciso é o primeiro passo.
O Hospital Santa Mônica conta com psiquiatras e psicólogos com experiência no diagnóstico e tratamento de transtornos de personalidade.

A alimentação e o sono influenciam diretamente a saúde mental?

SIM — alimentação e sono têm impacto direto e comprovado na saúde mental.
A relação entre intestino e cérebro (eixo intestino-cérebro) é cada vez mais estudada. Cerca de 90% da serotonina do organismo é produzida no intestino, e uma alimentação desequilibrada pode afetar diretamente o humor e a cognição.
Dietas ricas em ultraprocessados estão associadas a maior risco de depressão e ansiedade. Já dietas ricas em vegetais, peixes, azeite e alimentos integrais (como a dieta mediterrânea) têm efeito protetor.
O sono é ainda mais crítico: privação de sono afeta o processamento emocional, aumenta a irritabilidade, reduz a concentração e é fator de risco para transtornos do humor. Dormir bem não é luxo — é saúde.
Cuidar da alimentação e do sono faz parte de um plano de saúde mental integral. O Hospital Santa Mônica aborda esses fatores no tratamento de cada paciente.

Fobias específicas podem ser superadas com tratamento adequado?

SIM — fobias específicas têm altíssima taxa de sucesso com tratamento.
Fobias específicas — medo intenso e irracional de objetos ou situações como alturas, agulhas, animais ou aviões — são muito comuns e respondem muito bem ao tratamento.
A terapia de exposição gradual, em que o paciente é gradualmente exposto ao objeto temido em ambiente seguro, é considerada o tratamento mais eficaz. A taxa de melhora pode chegar a 90% dos casos.
A realidade virtual também tem sido usada com sucesso no tratamento de fobias, permitindo exposição controlada sem risco real. É uma alternativa moderna e eficaz.
Muitas pessoas convivem com fobias por anos sem buscar ajuda, acreditando que “é só ter coragem”. Mas a fobia é uma resposta condicionada do sistema nervoso — e pode ser descondicionada com ajuda profissional. Fale com a equipe do Hospital Santa Mônica.

Depressão pós-parto é um transtorno mental reconhecido e tratável?

SIM — depressão pós-parto é real, comum e tem tratamento eficaz.
A depressão pós-parto afeta entre 10% e 20% das mães e, em menor frequência, também os pais. Não é frescura, nem falta de amor pelo bebê — é um transtorno causado por mudanças hormonais, privação de sono, sobrecarga e fatores psicossociais.
Os sintomas incluem tristeza profunda, irritabilidade, choro frequente, dificuldade de vínculo com o bebê, medo de machucar a criança, exaustão extrema e pensamentos negativos. É diferente do “baby blues”, que é mais leve e passa em dias.
Sem tratamento, pode se tornar depressão grave e afetar o desenvolvimento do bebê. Com tratamento — psicoterapia e, quando necessário, medicação compatível com amamentação — a recuperação é plena.
O Hospital Santa Mônica oferece suporte especializado para mães e pais no período perinatal. Pedir ajuda é o melhor presente que você pode dar ao seu filho.

Pensamentos suicidas precisam ser levados a sério?

SIM — todo pensamento suicida deve ser levado a sério e tratado com cuidado.
Sim, sempre. Nenhum pensamento suicida deve ser minimizado ou ignorado — nem pelo próprio paciente, nem por familiares, nem por profissionais. Eles são um sinal de sofrimento intenso que merece atenção imediata.
Existe o mito de que “quem fala não faz”. Isso é falso. A maioria das pessoas que tentou suicídio havia comunicado sua intenção antes, direta ou indiretamente. Ouvir com atenção pode salvar uma vida.
Perguntar abertamente sobre suicídio não aumenta o risco — ao contrário, abre espaço para conversa e alivia o peso da pessoa. Dizer “você está pensando em se machucar?” é um gesto de cuidado.
Em situação de crise, ligue para o CVV (188) ou procure o pronto-socorro ou o pronto atendimento psiquiátrico do Hospital Santa Mônica imediatamente. O Hospital Santa Mônica oferece avaliação de risco e acompanhamento especializado.

Transtorno de ansiedade generalizada é diferente de “ser uma pessoa ansiosa”?

SIM — o transtorno de ansiedade generalizada vai além de um traço de personalidade.
Ser “uma pessoa ansiosa” pode descrever um traço de temperamento. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é um diagnóstico clínico: preocupação excessiva e incontrolável com múltiplos assuntos, presente na maioria dos dias por pelo menos seis meses.
Quem tem TAG não consegue “desligar” os pensamentos preocupantes. Fica tenso, irritável, tem dificuldade para dormir, fadiga crônica, dores musculares e dificuldade de concentração — mesmo sem motivo aparente para tanto alerta.
A diferença central é a interferência funcional: o TAG atrapalha o trabalho, relacionamentos e o prazer de viver. A preocupação deixa de ser adaptativa e passa a ser paralisante.
Psicoterapia e medicação são eficazes. O Hospital Santa Mônica avalia e trata o TAG com abordagem individualizada.

Psicose pode ocorrer em pessoas sem histórico anterior de doenças mentais?

SIM — psicose pode surgir em pessoas sem histórico psiquiátrico prévio.
Sim. Embora seja mais comum em pessoas com esquizofrenia ou transtorno bipolar, a psicose pode ocorrer pela primeira vez em qualquer pessoa. Substâncias como maconha em altas doses, LSD, cocaína e anfetaminas são causas frequentes de psicose aguda.
Outros gatilhos incluem privação severa de sono, infecções que afetam o cérebro, condições autoimunes, tumores cerebrais e estresse extremo. Há também a psicose pós-parto, que pode aparecer nos primeiros dias após o nascimento.
Sinais de psicose incluem: alucinações (ver ou ouvir coisas que outros não percebem), delírios (crenças falsas), fala desorganizada e comportamento muito alterado.
A psicose é uma emergência médica. Quanto mais rápido o tratamento, melhores os resultados. Procure o Hospital Santa Mônica ou um pronto-socorro imediatamente.

Isolamento social prolongado pode causar ou agravar transtornos mentais?

SIM — isolamento social é fator de risco comprovado para transtornos mentais.
Somos seres sociais por natureza. O isolamento social prolongado ativa as mesmas regiões cerebrais da dor física e está associado a aumento do risco de depressão, ansiedade, declínio cognitivo e até mortalidade precoce.
A pandemia de COVID-19 demonstrou isso em larga escala: o período de isolamento gerou aumento expressivo de casos de depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático e uso de substâncias em todo o mundo.
O isolamento pode ser tanto causa quanto consequência de transtornos mentais — criando um ciclo difícil de quebrar. Quem já tem depressão tende a se isolar mais, e o isolamento aprofunda a depressão.
Reconstruir conexões sociais faz parte do tratamento. O Hospital Santa Mônica oferece grupos terapêuticos e atividades que ajudam nesse processo de reconexão.

Exercício físico tem impacto comprovado cientificamente na saúde mental?

SIM — exercício físico tem benefícios comprovados para a saúde mental.
Sim, e o impacto é significativo. Estudos mostram que exercícios aeróbicos regulares têm eficácia comparável à medicação em casos de depressão leve a moderada. Não substitui o tratamento, mas potencializa muito os resultados.
O mecanismo é biológico: atividade física aumenta a liberação de endorfinas, serotonina, dopamina e BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), que estimula o crescimento de novos neurônios e protege o cérebro do estresse.
Além disso, exercitar-se melhora o sono, aumenta a autoestima, reduz cortisol (hormônio do estresse) e cria rotina — todos fatores protetores da saúde mental.
Não é preciso virar atleta: 30 minutos de caminhada na maioria dos dias já trazem benefícios reais. O Hospital Santa Mônica inclui orientação sobre estilo de vida no plano de tratamento.

Transtorno dissociativo de ansiedade (TDI) é real e pode ser tratado?

SIM — o TDI é um transtorno real, reconhecido e com tratamento.
O Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) — popularmente chamado de “personalidade múltipla” — é reconhecido pelo DSM-5 e CID-11. É real, embora seja raro e frequentemente mal compreendido por causa de representações distorcidas em filmes e séries.
O TDI envolve a presença de dois ou mais estados de identidade distintos que assumem o controle do comportamento da pessoa. É quase sempre associado a trauma grave e repetido na infância, como abuso físico ou sexual.
O diagnóstico é complexo e exige profissional experiente. Os sintomas incluem lapsos de memória, sentir-se observando o próprio corpo “de fora”, vozes internas e mudanças abruptas de comportamento.
O tratamento com psicoterapia especializada é eficaz e visa integrar as identidades ao longo do tempo. O Hospital Santa Mônica conta com equipe treinada para avaliar quadros dissociativos.

Terapias e atividades que complementam o tratamento psiquiátrico hospitalar

Terapia em grupo

Atuação de psicólogos e um grupo pacientes para trabalhar questões que envolvem a depressão, crise de ansiedade, transtorno do pânico, dependência de substâncias, dentre outras questões.

Hidroginástica

Supervisionada pela equipe de fisioterapeutas utiliza as propriedades da água como complemento das terapias convencionais. Os exercícios físicos são indicados como auxílio no tratamento de doenças mentais.

Alongamento e Yoga

Eficaz ao combinar exercícios de fisioterapia, específicos no tratamento de dores, em idosos e pessoas com déficits neurológicos como os causados por derrames.

Musicoterapia

Utiliza a música e os instrumentos musicais para reabilitação da saúde mental e física. Promove o relaxamento, melhora a comunicação, auxilia na expressão e integra os pensamentos, sentidos e emoções.

Dançaterapia

Atividade terapêutica muito utilizada para a reabilitação de pacientes. Explora, com bastante habilidade técnica, o uso da dança e a execução de movimentos como complemento das intervenções clínicas.

Terapia com cães

A terapia com cães têm sido amplamente utilizada como ponto de apoio emocional para melhorar a saúde e o bem-estar de pacientes, sobretudo de indivíduos que têm constantes crises depressivas ou de ansiedade.

Futebol, vôlei e basquete

Esportes beneficiam a mente e agem no cérebro das pessoas. Melhora o humor, aumenta a concentração, reduz o estresse e a depressão, melhora o sono, desenvolve a auto-confiança e liderança.

Pintura e artesanato

A pintura e artesanato potencializam e valorizam as formas singulares do processo de livre criação, elevação da autoestima, melhora do equilíbrio emocional e minimização dos efeitos negativos da doença mental.

Espiritualidade e emoções

A espiritualidade e controle emocional pode reduzir o estresse psicológico que provoca dor. Gera esperança, otimismo e resiliência. Pode ser grande aliada na manutenção da saúde mental e emocional.

Leitura

A pratica da leitura pode gerar benefícios cognitivos entre aqueles que mantém o hábito de ler regularmente. Ajuda a entender melhor o sentimento e emoções de outras pessoas e também melhora a capacidade de mudança no dia a dia.

Grupo de apoio familiar

Espaço onde os familiares de pacientes podem se reunir para compartilhar suas experiências de uma maneira que ajude a reduzir o isolamento e a solidão. Tem como objetivo esclarecer dúvidas sobre transtornos mentais.

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