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    Alerta aos pais e adolescentes: A maconha não é inofensiva

    Alerta aos pais e adolescentes: A maconha não é inofensiva

    Para a American Academy of Pediatrics (AAP), à medida que a situação legal da maconha evolui, médicos pediatras deveriam aconselhar adolescentes e pais sobre o potencial de dano da droga.

    Apesar de muitos adolescentes e pais, acharem que a maconha é uma droga relativamente inofensiva, ela apresenta alguns riscos reais que podem ter efeito prolongado na saúde e nas funções de um indivíduo.

    Uma questão importante é “o efeito do uso no desenvolvimento do cérebro”. Uma preocupação importante é o temor de que crianças mais jovens sejam expostas à maconha na forma de comestíveis, como brownies e bolos que podem estar disponíveis dentro de casa. Existem relatos de crianças que apresentaram overdose, ao ingerir a maconha desta forma, em locais nos Estados Unidos, onde a maconha é legal.

    A maconha é segura?

    A APP, preparou um relatório, abordando os efeitos do uso de maconha em adolescentes, e oferece sugestões para a realização de intervenções breves nos consultórios para identificar usuários com problemas e ajudá-los a parar com o uso.

    Ele também fornece uma lista de 10 tópicos de discussão para os pediatras se lembrarem ao conversar com os pais e adolescentes.
    Os tópicos destacam a natureza aditiva da maconha e os efeitos dela sobre o cérebro, os perigos de dirigir sob a influência da maconha, a toxicidade do fumo passivo da maconha e a influência que os pais podem exercer como modelos para os filhos.

    Efeitos adversos bem documentados
    A visão da maconha como uma substância nociva tem diminuído entre os adolescentes nos últimos anos.
    De acordo com a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde realizada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, apenas 41% dos participantes de 12 a 17 anos perceberam “grande risco” em fumar maconha uma ou duas vezes por semana em 2015, em relação a 55% em 2007.

    No entanto, muitos dos efeitos adversos da droga são “bem documentados”, como prejuízo na memória de curto prazo e na concentração; alterações na capacidade de julgamento, coordenação e controle motor; diminuição da função pulmonar; e um risco aumentado para transtornos de saúde mental, como depressão e psicose.

    Além disso, alguns estudos mostraram alterações no desenvolvimento cerebral em áreas como amígdala, hipocampo e córtex pré-frontal. Entretanto, as implicações clínicas desses achados ainda não estão claras.
    Há também evidências claras de que a maconha vicia. No geral, 9% das pessoas que experimentam maconha se tornam viciadas, mas isso sobe para 17% das pessoas que provam durante a adolescência e entre 25% e 50% dos adolescentes que fumam maconha diariamente.

    O risco é especialmente alto entre os adolescentes que são usuários regulares ou “heavy users” de cannabis. O uso regular é definido como 10 a 19 vezes ao mês e o uso pesado é definido como 20 ou mais vezes ao mês.

    O relatório reforça que os pais são modelos para os filhos. As ações falam mais alto do que as palavras. É muito claro que se os pais usam maconha na frente dos filhos, essas crianças têm maior probabilidade de também usar, independentemente do que digam os pais.

    Adultos que veem a maconha como relativamente inofensiva podem estar pensando no produto que usaram nos anos 70 e 80. Naquela época, a dose média de maconha tinha cerca de 4% de tetra-hidrocanabinol, ou THC, o composto que dá à maconha suas propriedades eufóricas.

    No entanto, a maconha de hoje tem 16% de THC. Portanto, a droga que experimentada no passado era muito menos potente do que a que nossos filhos estão usando, e sabemos muito mais hoje sobre os possíveis malefícios dela.

    Em média, adolescentes que se tornam viciados em maconha permanecem viciados por cerca de 10 anos. Então você perdeu 10 anos da sua vida, talvez se saindo mal na escola ou no trabalho, ou em seus relacionamentos. Não queremos que ninguém desperdice a própria vida assim.

    A maconha não é benigna: alerta da AAP aos pais e adolescentes – Mediscape – 13 de março de 2017.

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